Nossa jornada de estudos em Paris!!

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Disney Paris

Realizando um sonho de infância, fomos para a Euro Disney Paris, que conta com os parques Disneyland e Walt Disney Studios.
Pegando o RER A (trem que serve a Ilê de France, e leva as cidades da periferia de Paris) no sentido Marne-la-Valée, em 50 minutos chegamos na terra encantada do Mickey e cia. A tarifação até lá é especial, e deve-se comprar o ticket até a zona 5, que custa 8,40 euros o trecho.

O tempo não colaborou muito. Até o dia anterior o céu era azul e o sol brilhava. Mas no sábado o frio e a chuvinha fina, típica de Paris, nos fez companhia durante quase todo o dia. Mas nada que estragasse a realização desse sonho!

Chegamos cedo e passamos todo o dia. É sempre bom ficar ligado nos horários dos parques, por que nem sempre os dois abrem e fecham na mesma hora. E também na programação, pois alguns dias há atrações especiais ou outras poderão estar fechadas. Mais informações no site Disney Paris




Foi um dia fantástico, com direito à minha estreia em montanhas russas!! Sim... no plural! De cara, encarei três. As três menos "fortes", porque ainda não tive coragem pra encarar a Space Mountain e a Rock'n'Roller Coaster, que são as atrações mais radicais dos parques. Mas não se engane com a atração do Nemo. Os peixinhos e tartarugas parecem muito fofos, mas a montanha russa que gira sobre o eixo na horizontal no escuro, não é brinquedo de criança, não! Que susto!!!! Mas muito legal!!! A minha cara, ao sair da primeira, mostra minha mistura de alegria e pavor!



Uma das atrações mais antigas, e mais legais na minha opinião, é o simulador de voo do Star Wars. Dá pra acreditar que viajamos pelas galáxias na nave dirigida pelo piloto iniciante! Sem grandes sustos, mas a gostosa sensação de frio na barriga!

Foi um dia fantástico, na companhia da minha amiga (pra sempre!) Tatiana e do marido, é claro!


E pra fechar o dia, uma linda queima de fogos especial de Saint Patrick's Day, às 22h. Chorei feito criança! Lembrei desse vídeo aqui! :)






Au revoir!

terça-feira, 20 de março de 2012

O bom e velho futebol

Começo esse post com uma homenagem à gurizada do Gentalha Futebol Clube. Um bando de futebolistas meia-boca que se reúne semanalmente pra bater uma bola há mais de 5 anos em algum canto da gloriosa Canoas City. Clube este do qual faço parte como membro fundador, com muito orgulho. Ainda tenho o e-mail despretensioso que mandamos lá em 2007 pra convidar a galera pra um futebol pré-churrasco, e que deu origem ao hoje muito bem estruturado Gentalha (agora até com conselho deliberativo, tesoureiro e o escambau).

A qualidade futebolística entre os atletas é discutível, mas homogênea. Ninguém permanece o mesmo depois de meia dúzia de partidas naquele certame. Os bem pernas-de-pau melhoram sensivelmente, já quem chega gastando o bola, logo sofre com a maldição (ou seria o convívio) e desaprende a técnica até "nivelar por baixo". Talvez seja uma espécie de seleção natural, pra manter o jogo divertido e continuar rendendo os lances plásticos/bisonhos.

O fato é que faça chuva ou faça sol, seja com 7 corajosos (naqueles dias chuvosos de inverno) ou 35 esfomeados (quando alguém paga um churrasco), toda a semana rola o espetáculo.
Quantas vezes eu peguei a BR116 totalmente parada numa sexta-feira as 18h, levei 1h30 pra chegar no jogo e pensei: "não venho mais nessa merda". Na semana seguinte, tava lá eu de novo, trancado na BR.

Aí vim pra Paris e rolou uma abstinência futebolística. Tenho jogado basquete com bastante frequência, pedalo quase todos os dias, mas tava faltando aquela pelada.
Semana retrasada um amigo me ligou, dizendo que tem uns outros brasileiros aqui que tavam querendo organizar um futebol semanal. E lá fomos nós comprar os tenis mais baratos que encontramos (o que me custou dois calcanhares esfolados incomodando a semana toda) pra demonstrar nosso futebol arte.

Sábado chegamos no campo na hora marcada e aos poucos foram aparecendo os demais brasileiros fominhas, além de uns poucos "estrangeiros".
Pra começar, a única bola que tínhamos estava murcha, mas logo apareceu uma bomba... cujo bico quebrou dentro da bola antes de podermos enchê-la. Minutos de tensão se seguiram a esse fato, mas logo uma boa alma apareceu com uma bola devidamente cheia.
Estávamos lá, "aquecendo" meio perdidos quando o organizador do evento chegou no campo avisando que teria um jogo ali dentro de uma hora e meia, então deveríamos começar a correria imediatamente.

Começou a divisão dos times:
- "Alguém é goleiro de profissão?" - nada... "Alguém não se importa de jogar no gol?" -nada... "Beleza, revezamos o goleiro."
- "Quem joga atrás?" - dois se apresentaram
Tínhamos 15 atacantes. Claro, meses longe dos gramados, todo mundo queria era fazer gol pra ter o que contar em casa. Mas aí alguns se distribuíram em outras funções, meio a contragosto (eu inclusive) pra começar logo o espetáculo.

Foi aí que, pra variar, apareceu um francês e jogou um balde de água fria. O tiozinho da secretaria apareceu dizendo que tínhamos que sair do campo porque o outro jogo começaria em breve. "Mas não era as 16:30?" "Não, não mesmo. É as 15:30, como eu disse ao senhor". Aí não sei se o francês tinha se atrapalhado ou o nosso representante/organizador é que não tinha entendido. O fato é que fomos corridos do campo.

Sorte que alguém ali conhecia o complexo esportivo onde estávamos e disse que tinha umas outras quadras que poderíamos ocupar. Bem piores e menores que o campo de grama sintética onde estávamos, mas queríamos era correr atrás da bola, nem que fosse no paralelepípedo com goleiras de havaianas.

E finalmente saiu a pelada. Três times revezando, numa quadra de piso emborrachado meio esquisito e escorregadio. E foi bem divertido. Não tão divertido e nivelado como no Gentalha, mas também não tinha ninguém disputando campeonato. Futebolzinho saudável e despretensioso, perfeito pra um bando de estudantes longe dos seus próprios gramados. Arrumei o que fazer aos sábados.

Sábado agora tem carreteiro no Gentalha. Não vai dar pra ir nesse. E também não vou jogar com os boleiros daqui, porque vamos pra Amsterdam, mas aí é assunto pra um post mais pra frente.


terça-feira, 13 de março de 2012

Cinco bons hábitos Franceses

Neste seis meses na Cidade Luz, já foi possível fazer um breve levantamento sobre os hábitos dos franceses. Listo os melhores, na minha opinião:

Leitura: Todos os dias vemos pessoas lendo no trem, no metrô, no ônibus, na espera pela baguete na boulangerie e até mesmo caminhando na rua! Livros novos, velhos, de Paulo Coelho à Dostoievski. O bom hábito também se prolifera por causa da grande quantidade de sebos que se espalham pela cidade, onde pode-se comprar livros à 0,50 euros. Há também lojas como Gilbert Jeune, que vende livros novos a bons preços, mas também é possível trocar os velhos livros por novos.

Comer bem: Aqui não tem quem não limpe o prato! Saladas, legumes, frutas e pouca quantidade de gordura fazem parte do farto prato do francês. Além do pão e do queijo (ou iogurte) de sobremesa. Sim! O queijo aqui é umas das mais apreciadas sobremesas. Crianças não fazem cara feia na frente de um prato de repolho. Desde cedo são ensinados a comer de tudo. Nada de birra na hora das refeições. 

Exercícios físicos: Eita povo que gosta de correr!!! Ao abrir a cortina às 6:30 da manhã, mesmo numa gelada manhã de inverno, já é possível ver as pessoas correndo pelas ruas da cité. Não há neve que intimide. Os hábitos de corrida, caminhada, bicicleta e esportes coletivos são muito incentivados. 

Política: Não há pessoa que não tenha uma boa visão da situação política do país e uma opinião para expressar. É comum ouvir nas refeições, calorosas discussões sobre os candidatos à presidência, principalmente nesta época pré-eleições na qual estamos. Creio que esse hábito é saudável para o país, pois as pessoas não se alienam do que se passa no cenário político com a desculpa muito ouvida no Brasil "ah.. detesto política! É sempre tão sujo!" Aqui, sujo ou não, o assunto sempre está em pauta.

Produtividade: Já ouvi alguns brasileiros comentando que os franceses trabalham pouco. Não é totalmente errado, pois comparado com a jornada brasileira, os franceses trabalham menos horas (35h/semana) e tem mais períodos de férias por ano. Mas ao mesmo tempo, eles utilizam muito bem o tempo dedicado ao trabalho. Mais importante que passar horas no escritório, é fazer esse tempo render.  

sábado, 3 de março de 2012

Onde comer em Paris?

Voilà, uma lista dos nossos lugares preferidos...

Tipico Francês
Saveurs de Savoie, Comida boa e barata, bem ao estilo francês de casa. A formule (que já foi explicada neste post) fica em 10 euros no almoço e 15 no jantar. Este é um dos nossos preferidos, sempre levamos os amigos la. De entrada tem saladas, terrines e até escargot (foi lá que eu provei!!). Como prato principal o boeuf bourguignon (a nossa carne de panela com batatas) e o cofit de canard (coxa de pato conservado e cozido na gordura, própria e de porco) são excelentes:. E de sobremesa, créme brulée.

Francês "moderninho"
Le Verre Siffleur: Apresentado por um amigo de um amigo, que é muito exigente, tornou-se um dos mais visitados. Um pouco mais caro (18 - 25 euros, sem bebida) mas a comida é excelente, e mescla pratos bem franceses com outros mais "exóticos". No cardápio, parmentier de canard (pato com purê de batatas); côte d'agneu (um corte de carne de carneiro) e brochete de poulet au curry (espetinho de frango ao molho curry). As sobremesas deixam um pouco a desejar pela falta de variedade, não pela criatividade. Destaque para o bolo de chocolate com sorvete de baunilha e crosta crocante de biscoito, caramelo e manteiga salgada! (o famoso caramel au beurre salé)

Italiano
Casa Valentino Pra nós, o italiano de sempre!! Já fomos em alguns poucos italianos por Paris, mas esse é o nosso "coup de coeur"!! O festival de pâte (três tipos de massa com três molhos diferentes) é sempre o mais pedido pela mesa. Eu fico nas saladas generosas e variadas. Há também pizzas e carnes. De sobremesa, um maravilhoso crème brulée ou tiramissu, feito no restaurante.

Asiático
Lao Lane Xang Restaurante thailandes e vietmanita, eleito duas vezes o melhor asiático de Paris. Comida ótima e um preço bem razoável. Pedi uma sopa de camarões e um outro prato com frango e leite de coco. A massa que eles servem é de arroz, um lugar perfeito para os celíacos!! Eu, que amo comida asiática, saí quase rolando do restaurante, e pagamos em torno de 35 euros para os dois, com direito a chá de jasmim e sobremesa.


Português
Fonte Nova. Na verade, o restaurante não fica exatamente em Paris, numa cidade da Île-de-France que se chama Gentilly. Como fica atrás da Cité Internationale, vamos lá com uma certa frequência. Já chegamos em 20 pessoas pra comer feijoada portuguesa e bacalhau. Barato e muito gostoso!

Turco
Istanbul Bela surpresa apresentada pelo Sebatian, amigo francês da galera! O nome sugere pizzas, mas o cardápio vai muito além. Comida muito saborosa, pão quentinho e bom atendimento, tudo por menos de 15 euros por pessoa, em média. Vale a pena!!

Dica geral: a bebida nos restaurantes é sempre bem cara, comparada com o valor da comida. Mas a água (da torneira) e o  pão, não podem ser cobrados. Isso é uma lei francesa. Não vale a pena tomar refrigerante, por exemplo. Não se acanhe em não pedir outra bebida diferente da garrafe d'eau (se pronuncia 'carrafe dô').

Au revoir!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Na terra do vinho (e não é Bento)


Mês passado fizemos nossa primeira viagem dentro da França. E começamos muito bem, fomos para Bordeaux.
Fomos de TGV (trem da alta velocidade), percorrendo os quase 600 km de Paris até lá em três horas e meia.


Chegamos no hotel as 9h da manhã e o primeiro contato com uma pessoa de Bordeaux nos fez pensar que não tínhamos saído da capital da bufada. Falei para a moça da recepção que tínhamos uma reserva. Ela olhou com uma cara de muito incomodada e disse "gentilmente" que o check-in era só depois das 14h. Aí perguntei se podíamos deixar as bagagens. Ela deu uma bufada que não poderia de forma alguma ser seguida de uma resposta positiva... e soltou um "bien sûr" (claro). Como já estamos acostumado com o jeitinho dos parisienses, a situação foi muito engraçada.
Mas fora esse momento, fomos bem atendidos na cidade.

Aproveitamos o primeiro dia para dar uma volta pela cidade. Almoçamos no centro e fomos conhecer o Jardim Botânico. Lugarzinho muito bonito, que deve ficar ainda melhor na primavera (sim, como todos os jardins botânicos).
No centro da cidade, tem um grande escritório de atendimento ao turista, onde fomos nos informar sobre as visitas às vinícolas (dica de um amigo que tinha ido lá uns meses atrás). Eles tem várias opções de passeios e visitas guiadas à diversas vinícolas nas cidades vizinhas.
E pode-se também pegar mapas e algumas dicas ali mesmo e fazer o próprio roteiro (foi o que fizemos).
Em frente à esse escritório de turismo fica a École du Vin, um lugar que oferece cursos de degustação de vinhos e tem um ambiente muito bonito e agradável, onde ficamos um bom tempo conversando e bebendo bons vinhos à preços bem razoáveis (2,50 a 6 euros a taça).


Depois voltamos para o hotel caminhando pela beira do rio Garonne, curtindo a cidade à noite, que é um espetáculo à parte. Todos os prédios históricos tem uma iluminação muito bem planejada, o que deixa a cidade ainda mais bonita à noite.

No dia seguinte, com o mapa das vinícolas em mãos, pegamos um trem e fomos para Saint Emilion, uma cidadezinha medieval a 40 min de Bordeaux. E que cidade! Muito bonita, patrimônio histórico mundial e mantém as mesmas características de quando foi construída, entre os séculos 8 e 12. A vista da parte mais alta da cidade é incrível.
Passamos o dia lá, conhecemos a cidade e visitamos duas caves de vinícolas locais. Caves mesmo, pois os vinhos são armazenados em cavernas escavadas debaixo da cidade quando da sua construção.
Existe também a possibilidade de visitar vinícolas maiores, conhecer o processo de fabricação, fazer degustações, etc. Mas descobrimos que a maioria delas não oferece visitações no período do inverno. Aí aproveitamos para passar o dia caminhando pelas ruazinhas da cidade e conhecendo todos os cantos possíveis.

Voltamos à noite para Bordeaux, mais uma banda pela cidade e, na manhã seguinte, trem para Paris de novo.

Baita viagem para se fazer em um fim de semana.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Férias adiantadas


Segunda-feira, fui para a école, onde eu deveria fazer uma prova, mas as provas estão suspensas devido a uma manifestação dos alunos, contra a demolição do "bar dos alunos" ocorrida na quarta passada.

No prédio onde ocorrem as aulas, fica o "foyer des élèves", uma espécie de centro acadêmico que, diferente dos CAs, DCEs e afins da UFRGS, é frequentado por todos os alunos e boa parte dos professores e pesquisadores da escola. Dentro desse ambiente tem um bar (ou tinha), que foi construído há mais de dez anos com dinheiro da associação dos alunos, e é administrado por eles.
Acontece que segunda-feira passada começou uma reforma no foyer, promovida pela escola, onde iriam fazer alguns reparos "sem mexer no bar". Aí quarta de manhã botaram o bar abaixo!!!

Na sequencia, um cidadão da administração da escola mandou um e-mail dizendo que nos últimos meses tem acontecido alguns atos de vandalismo (portas e vidraças quebradas, material roubado de um laboratório...) e por isso mandou derrubar o bar!

Então começou um movimento muito intenso por parte dos alunos. No dia seguinte, a école já estava tomada de cartazes "agradecendo" a abertura ao diálogo apresentada pela direção. Começaram a aparecer diversos e-mails de pesquisadores renomados que foram alunos da école (alguns inclusive trabalham lá hoje) repudiando a atitude unilateral de derrubar o bar e principalmente a justificativa, que coloca a responsabilidade dos tais atos de vandalismo sobre os alunos e "frequentadores do bar" (como já disse antes, todos os alunos da escola + boa parte da comunidade científica que ali trabalha).







Na sexta-feira houve uma assembléia geral dos alunos e a maioria votou por um boicote às provas dessa semana como forma manifestação. Em paralelo à isso, foram feitos diversos contatos entre os representantes dos alunos e a direção da escola.
E o que a direção fez? Suspendeu as provas, já que a maioria não às faria mesmo.
Eles poderiam simplesmente aplicar as provas e dar zero para aqueles que às boicotassem. É claro que isso seria muito ruim para a reputação da escola, mas era uma possibilidade.




O que mais me chama a atenção nessa história toda é a civilidade com que as coisas estão ocorrendo. Nada de manifestações exageradas e sem propósito por parte dos alunos (o que sempre acaba reduzindo a legitimidade de movimentos como esse) e uma demonstração de abertura para o diálogo (ainda que tardia) por parte da direção.

Até agora, segue tudo na mesma. Oficialmente, todas as provas foram adiadas para uma data à definir e seguem as tentativas de negociação para a reconstrução do bar. Semana que vem estarei de férias (agora é greve, não férias) e espero que na volta as coisas já estejam resolvidas ou encaminhadas. O fato é que tenho mais uma história interessante pra contar dessa empreitada em terras francesas.

E a luta continua, companheiros!!!
Não à supressão do bar!!!



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Neve!

Alegria, alegria! A neve chegou!
Domingo amanheceu branquinho de neve! Saí da cama e qual foi minha surpresa quando abri a cortina e vi aquele manto branco brilhante que cobria as ruas e os telhados de Paris!
Mais que rápido, tomamos café, ligamos pros amigos e fomos conhecer pessoalmente a Madame Neve.
Linda, gelada, molhada e escorregadia!
Fotos, fotos, e fotos....
Depois voltamos pra Maison du Brésil pra feijoada da Vanda!

Delícia de dia!







Brasileiros na Neve!

Au revoir!